Trabalho no ponto onde tecnologia avançada e educação se encontram. Mas não daquele jeito que virou clichê, onde tecnólogos descobrem que pessoas existem ou educadores descobrem que há apps. O lugar que me interessa é a membrana entre esses dois mundos: onde IA vira prática docente, onde um protótipo de pesquisa vira programa institucional, onde o que funcionou com 10 pessoas consegue funcionar com 10 mil.
Hoje coordeno a área de Tecnologia Educacional no Sesc Nacional e pesquiso Computação na UFRJ, investigando como IA, blockchain e sistemas multi-agentes entram na educação sem apagar o que há de humano no processo de aprender. Antes disso, passei por Stanford estudando Educação Inovadora e pela FDC em Transformação Digital. Essa trajetória não é currículo, é repertório: cada lugar deixou uma forma diferente de olhar pra mesma pergunta.
O que realmente me define, no entanto, é o que construí. Formei mais de 2000 educadores em tecnologia educacional, coordenei programas que alcançaram 5000+ estudantes e entreguei plataformas que já somam mais de 1,2 milhão de acessos. Montei Espaços Maker e Labs de Robótica e Mídia que viraram referência dentro da rede Sesc. São 20+ projetos em produção, entre código, programas de formação, sistemas de IA aplicada e infraestrutura institucional. O portfólio é o que prova: cada projeto é um rastro do que funciona fora do slide.
Acredito que tecnologia é ferramenta de empoderamento, não de controle. Que a realidade do Brasil é diferente do Vale do Silício, e tratar isso como detalhe é o erro mais caro que se pode cometer num projeto educacional. E que as melhores soluções nascem quando gente que pensa diferente se junta pra resolver o mesmo problema.
Se você trabalha com educação, tecnologia ou transformação institucional, ou se simplesmente quer trocar ideia sobre como a IA está mudando a forma de aprender, vamos conversar. Não tenho todas as respostas. Gosto é de descobrir junto. Vamos cocriar?